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segunda-feira, 14 de maio de 2012

O que aprendi com a Borboleta

Faz cerca de uma ano e meio que escrevi a primeira vez sobre a borboleta. Não cabe mais nenhum playback, porque a unica pessoa que eu quero que leia isso vai saber exatamente tudo o que foi escrito anteriormente. Hoje faz exatamente um ano que vivo com a borboleta, e sinceramente está tudo saindo maravilhosamente diferente do que eu acreditava. Ela continua colorida e eu preto e branco, ela continua voando e eu caminhando devagar, continuamos diferentes como sempre e juntos como nunca.


Eu falei muito sobre cores e o quão alto poderiam ser meu voos junto a borboleta, e algumas coisas realmente mudaram. Mas não foram as cores e nem como voar, a coisa mais importante que aprendi com ela foi a metamorfose. A arte de mudar e evoluir, de criar em si formas de superar dificuldades. E sinceramente acho que isso é a coisa mais útil que eu poderia aprender.
As coisas nem sempre foram facies, na verdade quase nunca elas são facies. Mas depois de superar tudo e mudar, eu percebo que sou realmente uma pessoa melhor. Foi isso que a borboleta fez comigo, me fez crescer, me fez mudar, me fez amar.
O meu mundo está cada dia mais colorido e mais alegre com você. Não haverá tempestade que nos separe ou distancia que impeça de ficarmos juntos, pois sempre que for preciso eu mudarei por nós dois. É assim que tenho vivido, feliz por está ao seu lado.

Tenho aprendido muito com você, não há como está menos surpreso do quanto nosso amor cresceu e se consolidou. Você é e com certeza sempre será todas as cores no meu mundo. 
Te amo, Borboleta.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Efeito Borboleta

Eu quero paz, mas se eu tivesse só um pouco de calma eu já ficaria satisfeito. Não vivo mais em um mundo sem cores. A floresta ao meu redor se foi e eu estou livre. Tenho estado junto à borboleta desde então, não tem sido como eu quero, mas mesmo assim tem sido maravilhoso.
A ansiedade de conseguir mais, tem me cegado para ver as coisas que eu já consegui. Eu não deveria ficar agoniado, a minha vida tem melhorado muito. Estou muito mais feliz hoje.
Lembro de como era ver a borboleta voar por campos floridos, aos quais eu jamais seria capaz de chegar perto. Nessa época, qualquer coisa que me permitisse esquecer a realidade, era a melhor coisa que eu poderia viver.
Eu vivi dentro de um casulo e chorei por não poder voar. O casulo se foi, mas a transformação continua em mim a cada segundo que passa. Depois de tudo que ocorreu, eu não queria que as coisas terminassem mal.
Escrever sobre isso me faz reviver todos os bons momentos que tive nessa historia. Eu sempre achei que não daria certo e não chegaria a esse ponto, ainda bem que eu estava errado. Agora eu estou mais calmo e consigo dar valor as coisas que eu já conquistei, ao invés de sofrer com a ganância de querer mais.
Ela sempre me dizia para não surtar, e essa expressão nunca foi tão bem vinda. Eu ainda espero por nosso vôo juntos.
A tempestade se foi, resta agora a calmaria que reina em mim. Esse é o efeito borboleta.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O romper de um casulo e o ascender de uma união...

Depois de 24 horas sem a borboleta, eu já estava completamente consumido por tristeza e saudade. Enquanto eu seguia mudando dentro do casulo o mundo seguia mudando fora dele. A borboleta estava lá, a beira do meu casulo, gritando com raiva e chorando. Suas lagrimas molharam seu rosto e pela primeira vez eu vi sua face real. Toda aquela cor tinha ido embora em meio a todas aquelas lagrimas e eu percebi que a borboleta não era tão colorida como eu pensava, era tudo parte de uma linda maquiagem.
Nesse momento, o meu casulo se desfez e eu me senti renascido. A borboleta olhou pra mim com o rosto inchado e me contou tudo o que estava sentindo. Eu a entendi, porque sofria tanto quanto ela por toda aquela complexa situação. Nós nos abraçamos e eu prometi não abandoná-la.
Mesmo depois da metamorfose, eu ainda não conseguia voar. Toda aquela imensidão de insegurança e racionalidade me prendiam ao chão, como uma ancora, me impedindo de voar rumo ao indefinido. Mas eu tinha mudado, o medo de perde-la deu lugar a experiência de como é agoniante estar longe dela.
Estamos seguindo unidos agora, escrevendo os capítulos dessa historia. Ainda não posso voar com ela, mas curaremos juntos os problemas das minhas asas. Com ela ao meu lado, eu me sinto mais forte e motivado para mudar o que for preciso.
Eu sei que isso ainda não é o final, mas é uma passagem feliz de uma historia triste ou o fim da tristeza de uma historia feliz.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pela janela...

Depois da despedida eu senti tristeza e alivio. O alivio não durou muito, mas a tristeza perdura até agora. Então fiz uma janela no meu casulo, tentando me convencer de que era apenas para ver o mundo lá fora, mas eu sei que a única coisa fora do casulo que me importa é a mesma que me motivou a entrar nele.
Olhei pela janela e vi a borboleta triste e chorosa. Ela já não parecia mais tão colorida e ainda duvidava da sua própria capacidade de voar. Nesse mesmo instante me deu uma dor no coração e uma vontade de romper o casulo, tomando a borboleta em meus braços para que eu pudesse lhe dizer: “Calma, eu estou aqui e não vou mais embora. Não me importam as cores e nem mesmo se você ainda pode voar, mesmo que fosse uma lagarta eu ainda te acharia a mais bela”.
Mas eu ainda estou no casulo, vendo a tristeza da borboleta lá fora e sofrendo de formar singular aqui dentro.
Ao julgar pela forma que a borboleta esbraveja, ela ainda não entendeu o que estou fazendo por ela. Ela não é muito compreensiva, mas eu já sabia disso. Não posso julgá-la, não é fácil entender um raio em meio uma tempestade e não importa quantas vezes você já viu esse fenômeno.
Eu só queria que ela fosse honesta, e dissesse com sinceridade o que espera do mim. Se ela me dissesse que sente medo, eu criaria garras e presas para protegê-la. Se me dissesse que sente frio, eu desenvolveria uma pele macia e um calor interno só para que eu pudesse aquecê-la. Se ela não quisesse mais voar, bastaria isso para que eu abdicasse das minhas asas em formação.
Não adianta mais tentar. Se eu não tiver a borboleta, de que me servirá voar?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Até logo borboleta...

Foi em um dia chuvoso, num domingo parado, que a borboleta apareceu. Eu estava lá pintando o meu mundo com as poucas cores que eu tinha, derivadas de lembranças boas que ainda me restavam. De repente no mesmo instante que eu notei sua presença, a chuva parou. Olhamos-nos, corremos, eu a segui e ela fugiu como de costume. Então deitamos na grama molhada e conversamos.
Ela me contou sobre o seu mundo, sobre as cores e sobre as borboletas que ela invejava, pois voavam mais alto que ela. Pela primeira vez eu acho que entendi um pouco da borboleta. No meu mundo ela era o ser mais belo, e gostava disso.
Conversamos então sobre ser livre e voar. Quando isso aconteceu tive vontade de lhe dizer a sutil diferença entre voar e ser levada pelo vento, pois eu já tinha percebido isso quando decidi pintar o meu mundo.
Contei a borboleta sobre o meu casulo e minha mudança. Eu disse a ela o quão triste eu ficaria se de repente ela conseguisse voar tão alto em seu mundo que não precisasse mais vir ao meu para se sentir mais bela. Foi quando percebi que o meu plano tinha um ponto fraco, ela.
Caso a borboleta deixasse de vir me visitar, de uma hora pra outra, eu ficaria triste e poderia por toda a minha metamorfose a perder, pois era ela que me importava. Não estava em meus planos atingir o ponto mais alto do céu, minha única pretensão era voar ao lado dela.
Então contei tudo isso à borboleta, mas parece que ela não entendeu. Ela esbravejou e ficou irritada. Ameaçou ir embora e só voltar na próxima estação. Eu não achava que precisaria tanto tempo, mas eu não recuei e concordei com isso. Ela ficou ainda mais irritada e disse que não voltaria mais. Aquela linda e orgulhosa borboleta não mostra ferrões ou presas, mas romper aquela bela relação que nós tínhamos doeria muito mais que qualquer ferroada ou mordida. E então ela partiu.
Ela sempre me chamava de pessimista e inseguro, mas eu estou seguro e otimista o bastante para pensar que ela vai voltar na hora certa, quando nós dois estivermos prontos, e que depois da minha metamorfose poderemos dar nosso primeiro vôo juntos.

Até logo borboleta, estarei sempre pensando em você.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Meu próprio casulo ...

Estive pensando sobre a minha borboleta e isso não tem sido fácil. Todas aquelas cores me encantam, e quase abalam minha racionalidade. Mas tudo bem, eu ainda estou aqui. Ainda não consigo entendê-la, embora esteja me esforçando. No entanto me sinto coagido a tomar uma decisão. Porque é assim no mundo preto e branco, não existem outras opções.
Depois de todo esse pensar, sinto que me aproximo do desenrolar dessa trama. Começo a perceber que a borboleta não precisa ser como o coelho da Alice, ela não precisa me levar ao país das maravilhas. Talvez a borboleta não esteja me guiando pelo seu caminho, pois esse é o caminho dela e pode não ter espaço pra mim. Talvez ela seja um sinal, para que eu descubra o meu próprio caminho.
Começo então a olhar com outros olhos para o meu mundo. Paro e ólho pra toda essa imensidão de preto, branco e silêncio ao meu redor, mas não fico mais entediado. Fico ansioso. Pois percebo agora que o meu mundo não é preto e branco por combinar comigo, mas ele é desse jeito para que eu possa colori-lo da maneira que eu quiser e com as cores que eu bem entender. Todo esse silêncio não é para que eu me sinta sozinho, mas para que eu possa tocar minha própria musica.
Depois que eu tiver terminado de mudar o meu mundo, talvez a borboleta escolha ficar comigo e não fugir mais, deixando que eu me aproxime. Se isso não der certo eu ainda posso tentar colorir as borboletas pretas e brancas do meu mundo ou então esperar por novas borboletas.
Eu sei, não será a mesma coisa. A minha borboleta será sempre única, por ter me cativado de forma singular. Ela será sempre uma lembrança triste de uma primavera sem flores, mas é melhor que essa lembrança venha acompanha do orgulho por ter mudado ao invés da vergonha por não ter tentado.

Obrigado borboleta, talvez eu não possa voar, mas continuarei batendo as asas.

sábado, 4 de dezembro de 2010

A minha borboleta...

Eu tive um sonho estranho. Estava no meu mundo preto e branco em plena harmonia, sem sons agudos ou barulhos indesejáveis. Estava tudo muito calmo, tão calmo que beirava o tédio.
Foi dessa maneira quando ela chegou toda brilhante, falante e colorida. Sim, colorida. Eram tantas cores, tantas faces, tanto brilho que eu nem conseguia entender. Era uma borboleta linda, que me fazia querer chegar perto. Ela era a única coisa colorida no meu mundo preto e branco. Sempre que eu tentava me aproximar ela se afastava, e sempre que eu me afastava ela chegava mais perto. A harmonia que havia deu lugar a uma agonia interna. Sempre que eu tentava segui-la além do meu mundo me deparava com a floresta, era uma floresta escura que só me remetia a incertezas.
Eu pensava dia e noite, tentava decidir o que fazer. Achava que além da floresta poderia ter um mundo colorido como ela, mas eu nunca tinha certeza. E se no mundo colorido ela já tivesse uma outra borboleta pra lhe fazer companhia? E se ao passar pela floresta eu não gostasse de tantas cores? E se eu percebesse que ela me cativava por ser a única coisa colorida do meu mundo? E se eu não pudesse voltar?
Eu estava imerso em incertezas. Não acho que isso fazia de mim um inseguro, mas atravessar a floresta não parecia ser uma coisa fácil. Então eu estou pensando e decidindo. Mas e se quando eu decidir a borboleta não estiver mais lá? Só restarão lembranças, de uma aquarela viva e sonora em um mundo de silêncio e sem cores.