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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Homem, Definitivamente Indefinido


Como você definiria o homem?
Eu já presenciei inúmeras respostas a essa pergunta, e a maioria das pessoas respondem sempre a mesma coisa:
“Homem é um animal racional.”
Recentemente, em um debate em uma aula de filosofia na minha faculdade, algumas pessoas responderam exatamente desta forma, com esse olhar infantilizado para o mundo.
Bem, de diversas formas eu poderia criticar esse discurso, pois não creio na razão, mas de qualquer forma partiremos de outro ponto, um ponto mais fácil, de compreensão imediata.
A razão foi criada aproximandamente no século VII A.C, porém o homem já existia há uma considerável parcela de tempo, antes dessa razão vigorava um “pensamento” mítico, uma fé no politeísmo, onde tudo era justificado, irracionalmente, pelas ações divinas dessa crença.
Seguindo esse raciocínio o homem não seria um animal racional e sim um animal mítico.
Porém como poderemos saber o que o homem “era” antes do mytos?
Partindo de um lógica Darwinista, onde as espécies estavam em constante evolução, o homem “é uma animal ainda indefinido”, pois ainda esta em construção, desenvolvimento e em constante mudança.
“Ele é um perpetuo superador de si mesmo.”
Por tanto não temos conhecimento suficiente para definir o homem, todas nossas definições são vagas e deixam muito a desejar perante a complexidade desse ser.
O homem é por hora “definitivamente” indefinido.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Felicidade: Pura e Simples Vontade


Depois de algumas conversas com alguns amigos e um pouco de reflexão solitária, decidi escrever sobre a felicidade.
Algumas pessoas levam suas vidas acreditando em algum propósito incumbido a elas, já outras vivem procurando o motivo pelos quais suas vidas existem.
Ao longo da minha vida, em conversas com pessoas, sempre ouvi dizerem:
“O propósito da minha vida é ser feliz!”
Mas o que é felicidade?
“A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é valido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz” Sigmund Freud
Felicidade é um conceito estritamente individual, mas por fim é uma vontade de realizar algo, obter algo...
Porém talvez esse conceito de felicidade como propósito de vida seja apenas uma maneira dos seres humanos se iludirem e maquiarem sua notória falta de capacidade em aceitar a sua imensurável ignorância.
O fato é que a dita felicidade me parece apenas uma satisfação de uma simples vontade retida com alto grau de estase.
Será que realmente viver esses momentos de satisfação é o propósito de nossas vidas?
“Infelicidade é não sabermos o que desejamos e matarmos-nos para o alcançar” David Herold
Mais uma vez essas reflexões sobre os seres humanos só fazem ratificar o quanto a humanidade é egoísta, visando sempre suas realizações pessoais.
Talvez não haja propósito em nossas vidas, talvez não saibamos afim de que elas existem, mas pra min nós é que damos propósito as nossas vidas, vivendo.
Damos-nos conta do egoísmo impresso nessa busca pela felicidade quando vemos o que realmente somos capazes de fazer para sermos felizes.
Será que é certo sermos privados do prazer de obter a felicidade por outras pessoas?
Pois é isso que acontece mesmo que não intencionalmente.
Logo tenho a impressão que o homem não pode ser feliz dando valor a sociedade e seus indivíduos, porque a preocupação com eles reprime nossas vontades nos impedindo de concluir nossa busca pela felicidade.
São raciocínios simples e de alguma lógica, mas tendem ao pensamento de um psicopata. Será que podemos julgar alguém de ser louco por tentar realizar o propósito de sua vida?
“Há prazeres para os sentidos; há alegrias para o coração; a felicidade é só para a consciência” Félix Bouvert

sábado, 25 de julho de 2009

Indivíduo Divisível

Há tempo eu acho que esse conceito de indivíduo está comprometido. Definido no dicionário como: Ser ¹, Sujeito ² entre outros ... Indivíduo é também um adjetivo de definição: Que não se divide ¹, indiviso ² , integral ³ ...

Em todo caso isso não se aplica a nós seres humanos, que somos tão divisíveis. Existem posturas que a sociedade espera de você em diversas situações. São as diferentes maneiras que você se porta no seu dia a dia, como por exemplo: você como filho tem uma postura em relação aos pais, como pai tem outra em relação aos seus filhos, sua relação com seu patrão e também com seus empregados e etc.

A sociedade já te molda de uma forma que você tenha “n“ faces, e isso de fato torna sua vida mais complexa. Penso que se você tem que ser tantas “pessoas” diferentes, como pode ter certeza da pessoa que você é? Como pode se conhecer tendo que ter tantas posturas, ações e aptidões diferentes?

A pergunta que você mais ouve quando é criança é: “O que você vai ser quando crescer?”. Esse é o interesse do mundo em você. Essa sociedade capitalista, com valores extremamente egoístas, só preocupa-se com o seu potencial de consumo, as coisas que você vai comprar, o trabalho que vai exercer, sua participação efetiva para que o ciclo capitalista no qual o mundo esta mergulhado continue a girar.

O mundo é egoísta e se importa com o que você é para ele, se é um bom filho, um bom empregado, um bom cidadão, mas ele não se importa se está feliz ou satisfeito.

Enfim se o mundo não se importa conosco, será que vale a pena nos importamos com ele?