segunda-feira, 14 de maio de 2012

O que aprendi com a Borboleta

Faz cerca de uma ano e meio que escrevi a primeira vez sobre a borboleta. Não cabe mais nenhum playback, porque a unica pessoa que eu quero que leia isso vai saber exatamente tudo o que foi escrito anteriormente. Hoje faz exatamente um ano que vivo com a borboleta, e sinceramente está tudo saindo maravilhosamente diferente do que eu acreditava. Ela continua colorida e eu preto e branco, ela continua voando e eu caminhando devagar, continuamos diferentes como sempre e juntos como nunca.


Eu falei muito sobre cores e o quão alto poderiam ser meu voos junto a borboleta, e algumas coisas realmente mudaram. Mas não foram as cores e nem como voar, a coisa mais importante que aprendi com ela foi a metamorfose. A arte de mudar e evoluir, de criar em si formas de superar dificuldades. E sinceramente acho que isso é a coisa mais útil que eu poderia aprender.
As coisas nem sempre foram facies, na verdade quase nunca elas são facies. Mas depois de superar tudo e mudar, eu percebo que sou realmente uma pessoa melhor. Foi isso que a borboleta fez comigo, me fez crescer, me fez mudar, me fez amar.
O meu mundo está cada dia mais colorido e mais alegre com você. Não haverá tempestade que nos separe ou distancia que impeça de ficarmos juntos, pois sempre que for preciso eu mudarei por nós dois. É assim que tenho vivido, feliz por está ao seu lado.

Tenho aprendido muito com você, não há como está menos surpreso do quanto nosso amor cresceu e se consolidou. Você é e com certeza sempre será todas as cores no meu mundo. 
Te amo, Borboleta.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Duas metades ou um inteiro?

Sabe quando você tá divido? Esses dias que a gente acorda e antes de pensar com que pé vai levantar, pensa se vai levantar? É assim que eu ando ultimamente. Metade de mim vive pensando uma coisa e outra metade prefere não pensar. A vida com um cérebro inteiro já não era fácil. Com uma metade só, não tem como melhorar.
Uma parte não tem certeza de nada, mas vive tentando achar respostas pra tudo. Ela calcula, planeja e tenta prever cada coisa. E até acerta, ás vezes. Mas tem momentos em que ela acha que tudo vai dar errado. E tenta provar por A + B que está certa. Eu até a acho bem convincente.
A metade que falta tem menos certezas ainda, mas ela nem se importa. Pra ela as coisas tem sempre metade das chances de darem certo: Dão certo (50%) ou não (50%). E parece tolice perder tempo pensando. Ela prefere viver.
Olhem como é a vida! A gente para pra escrever e de repente percebe que tem duas metades extremamente fanfarronas, que não sabem de nada.
O meu lado racional tem perdido alguns pontos comigo. Não está dando tudo certo, mas eu tenho tido paciência pra resolver as coisas que estão dando errado. Já para o coração, não importa se as coisas vão dar certo amanha ou daqui a 3 meses. Ele tem se preocupado mais com o "tentar".
Enfim, acho que tenho 2 lados. Um genial e um idiota. Talvez o lado idiota ache que é genial e o lado genial saiba que na verdade é um idiota. Eu ainda só não sei que lado é o que.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Meu mundo, meu show.

Eu estive fora, fora de casa, fora de rumo, fora de meus círculos de amizade. Eu estive fora de mim. Eu só queria fugir das pessoas e seus julgamentos. Eu só queria fugir de mim e meus pensamentos. É como se eu não quisesse mais morar nessa casa, nesse país, nesse mundo ou nesse universo. É como se eu não quisesse mais morar em mim.
Não importava pra onde eu fugia, eu e meus pensamentos sempre estávamos lá.  Não importava pra onde eu fugia, sempre existiam pessoas que estavam a me julgar.
Eu voltei e podia dizer que estava cansado, mas isso não é verdade. Eu voltei porque estou descansado e pronto para a verdade. Eu sou um grande mentiroso, nunca estarei pronto. Eu sou um grande mentiroso, nunca aceitei as coisas e ponto.
Não se trata mais de andar, correr ou voar. A questão agora é pra onde. Não se trata mais do tempo e sua inflexibilidade. A questão agora é um local e uma certa paisagem. Não precisa ser um espaço físico, pode ser uma situação. Não precisa ter um efeito químico, pode ser só emoção.
Em quanto eu estive fora, o meu mundo continuou mudando e as pessoas continuaram andando. Em quanto eu estive fora, eu desisti de mudar, desisti de andar. Eu desisto! Eu existo! Eu resisto! Eu persisto!
Eu só queria apagar as luzes e assistir o fim do show. Eu só queria apagar as luzes. E enfim ...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Entregue e devolvido.


Eu tinha me livrado de tudo que me prendia, estava pronto pra ela. Ela me tinha por completo. Eu nunca tinha me entregado assim, nunca estive disposto a mudar por alguém. Eu estava perdido, esperava que ela me dissesse o que fazer, mas nem ela sabia o que fazer. Foi angustiante e acabou sem nem mesmo começar.
Hoje eu me livrei dela, ou melhor, ela se livrou de mim. Eu podia dizer que não entendi muito bem, mas não foi assim. Eu aceitei bem. Ela sempre dizia que eu era fraco, mas não fiquei chorando depois de ser chutado.
Eu disse que aceitei bem? Eu menti. Aceitar foi a única opção que me restou. Eu queria lutar por ela, eu queria ficar com ela, mas o que eu mais queria é que ela quisesse o mesmo.
Falar sobre a minha vontade de gritar e a tristeza que restou nos dias seguintes, não vai mudar minha vida. As coisas não deram certo e pronto. A vida é assim, a gente perde ou ganha, mas sempre aposta. É disso que tenho tentando me convencer cada vez que penso em tentar voltar.
Tudo o que eu tinha pra ser não foi o suficiente pra ela. Agora eu estou aqui, de volta ao meu mundo. Procurando coisas que sejam suficientes para mim. Eu me entreguei e fui devolvido, quase que inteiro.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Nem mesmo um livro ou folhetim.

Restaram carinho e fragmentos de sentimentos, mas não sobraram palavras. As palavras que serviriam agora não precisam ser ditas. O silencio e a distancia são os novos portadores do alvorecer. Porque é assim que ele acorda agora, longe e sem nada para dizer.
Às vezes ele pega o livro que esta escrevendo e lê as páginas já escritas. Ele até percebe quanto coisa ele gostaria de mudar, mas já foram escritas e de uma forma irreversível. Só resta agora as paginas a frente, todas em branco esperando por palavras.
Ele acha tão chato escrever coisas novas enquanto lê coisas antigas. Parece tudo tão repetido. São as mesmas mulheres das outras paginas, as mesmas duvidas ainda não resolvidas, enfim o mesmo tudo de sempre.
Agora ele cansou de ler. Não há mais porque olhar pra trás se o seu caminho está bem a sua frente. Quem se dedica apenas a ler nunca será lido. Ele tem um livro pra escrever e uma vida pra viver. Eu espero que ele escreva bem e viva melhor.

“Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim”

Chico Buarque

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Questionário

Eu tava em casa sem fazer nada e então recebi esse questionário da Bianca Guedes. Obrigado por lembrar de mim Bianca, vou tentar responder com o maximo de sinceridade.








1- Qual seu objeto mais pessoal?
Sei lá. Tem coisas que eu não gosto de dividir, mas não são tão pessoais. Acho que cueca é a coisa mais pessoal pra mim.

2- Que tipo de musica você prefere?
Muito relativo isso. As musicas são coisas de momento pra mim, então depende deles.


3- Tem alguma musica em especial? Por que?
Tenho muitas musicas especiais que me lembram momentos especiais, mas uma delas é : Jesus of Suburbia – Green Day

4- Gosta de ver fotos?
Ver fotos é reviver momentos ou viver uma parcela deles pela primeira vez.

5- Qual foi o ultimo filme que você viu no cinema?
As Crônicas de Narnia – A viagem do peregrino da alvorada

6- Você é convencido?
De que? O.o

7- Quais problemas mundiais te preocupam mais?
As pessoas. Elas são o maior problema do mundo e a única possibilidade de solução.

8- Até onde é capaz de ir por amor?
Eu não sei. Eu descobri que posso ir mais longe do que eu imaginava. É correndo que agente descobre que pode voar. 

9- Gosta de ler?
Não. Eu gosto de saber. Ler demora e é chato, mas pra saber de coisas é preciso ler algumas vezes.

10- O que achas muito romântico?
Praia deserta a noite com luz de velas e céu estrelado.

11- O que você acha da homossexualidade?
Eu gostaria de ter a opção de não gostar da homossexualidade e não ser tachado de preconceituoso.  Mesmo que eu não usasse esse direito, isso me livraria de achar que de alguma forma os homossexuais tem mais liberdade ou direitos que eu.

12- Ainda faltam muitos sonhos pra você realizar?
Não só pra realizar, mas também pra sonhar. Eu nem acho realizar tão bom, mas ruim mesmo é não realizar.

13- Você é capaz de morrer por alguém?
Falando assim eu fico na duvida, mas acredito que sim.

14- Você acredita em horóscopo? Por quê?
Eu não sei se acredito, mas sempre que pego o jornal eu do uma olhada no horóscopo. Não sei se é curiosidade e ou fé, mas eu estou sempre buscando respostas.

15- Você é organizado?
Isso é relativo. As pessoas me acham desorganizado, mas eu sempre sei onde está tudo na minha bagunça.

16- Você tem medo de andar de avião?
De andar eu não tenho não, mas de voar eu fico pensando um pouco. 

17- Gosta de sol? Praia?
Odeio o sol, por mim ele podia ficar do outro lado do mundo o dia inteiro. Praia sem sol até aceito.

18- Você usa óculos?
Não, mas estou precisando.

19- O que você faz aos sábados pela manhã?
Não existem sábados pela manhã, meus sábados já começam a tarde.

20- Você vê muita TV?
Muita. E acho isso muito importante, gosto muito.

21- Tens algum fetiche?
Algum? Eu tenho vários o.o 

22- O que você mudaria no mundo?
As pessoas.

23- Você é vaidoso(a)?
Nem um pouco.

24- Você gosta dos seus vizinhos?
Não os conheço.

25- Gosta de sopas?
Odeio. Acho sopa muito ruim.

26- A que horas você se levanta?
Geralmente é uns 15 minutos depois de acordar.

27- Partilhas teu quarto com alguém?
Ainda bem que não.

28- Você é uma pessoa simples?
Não existem pessoas simples. Somos todos simplesmente complexos e complexados.

29- Você tem boa memória?
Sim, mas finjo esquecer algumas coisas. 

30- Você vê desenho animado?
Alguns.

31- Tens jeito pra escolher presentes?
Eu tenho o meu jeito, não sei se é bom ou ruim.

32- Você já acampou?
Sim e foi horrível. Tive que comer miojo cru e teve mosquitos, muito ruim.

33- O que fazes nas férias de verão?
Fico agoniado querendo sempre fazer algo e as vezes conseguindo.

34- Sais a noite? Onde costuma ir?
Sim, vou aonde o vento me levar, seguindo meu coração.

35- Primeira coisa que você lava no banheiro?
Mãos.

36- Com quem você vai estar hoje à noite?
Não sei, mas sei com quem eu gostaria de estar.

37- O que você vai fazer amanhã?
A mesma coisa que faço todos os dias: “Tentar dominar o mundo”

38- Qual foi a ultima vez que você chorou?
Homem não chora nem por dor nem por amor. Mas as vezes da vontade.

39- Estação preferida?
Sempre gostei do outono e do inverno. Odiava o verão. Mas acontecimentos recentes me fazem ter um carinho especial pela primavera.

40- Alguma vez já bateu em alguém?
Sim e não me orgulho disso.

41- Qual foi a ultima pergunta que você fez?
O que é a comida?

42- Diz o que te vier a cabeça?
 Nossa cabeça é igual o mar. As idéias são os peixes. Sempre que eu tenho pescar um peixe, o cardume se desfaz.


Indico alguns blogs para fazê-lo:

sábado, 1 de janeiro de 2011

Contagem regressiva, mudança progressiva.

Eu estava ali a beira do mar esperando por mais um inicio de ano. Isso nunca foi tão complicado. Era sempre a mesma coisa, os mesmo planos, os mesmo desejos e a mesma atitude. Eu era só mais um cara vendo os minutos se passarem e esperando alguma mudança. É eu tenho esperado bastante.
O ano estava em seus últimos momentos e eu ainda não tinha um plano para o ano seguinte. Começou a contagem regressiva e eu estava ali com os pés na areia, planejando ter um plano. O ano de 2010 acabou e eu nem tinha decido nada.
2011 começou com explosões no céu, muitas cores e formas. Sempre que iniciava uma idéia para seguir nesse ano que estava começando, algo explodia lá no alto e levava a minha idéia junto. Os fogos de artifício acabaram e eu continuei com a sensação do indefinido.
Estar sozinho mesmo com gente bem perto de você, o colorido no céu onde eu jamais poderia alcançar, a água do litoral me abraçando e voltando pro mar como o de costume. Tudo o que eu tinha sentido no ano passado ainda estava ali, no ano atual.
Eu acho que não consegui fazer um plano, eu me tornei o plano. Eu tinha aprendido muito sobre liberdade, coragem, medo e obsessão. Eu aprendi sobre arriscar e perder. Eu já sei como é não ter tempo e como é ter tempo demais. Eu descobri coisas sobre viver, e ainda mais coisas sobre voar.
É assim que vou levar minha vida, andando e esperando, mas sempre disposto a tentar voar. Porque como disse uma grande líder indiana: "Não se pode trocar um aperto de mão com as mãos fechadas". Estou abrindo mais do que as mãos, estou abrindo os braços e abraçando a mudança que quero ver. Abraçando a mudança que quero ser.

Feliz ano novo para todos e que a mudança também aconteçam pra vocês. Ou melhor, que vocês façam a mudança acontecer também.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O que sobrou no meu armário


Esses dias eu vi minha borboleta voar pela janela e ir embora. Eu podia dizer a vocês que fiz de tudo pra que ela não fosse, mas a verdade é que tudo o que eu fazia só agravava mais a situação.
Vejo a porta aberta do meu armário e tenho algumas boas lembranças, mas quando olho pra dentro dele não vejo mais as incertezas que estavam guardadas bem lá no fundo. Algumas sensações me deixaram, junto com a borboleta. E eu acho que foi até melhor assim.
Quando ela chegou na minha vida, representava a liberdade que eu poderia ter, que eu deveria ter. Mas eu me prendi a ela, e talvez também tenha a prendido. Tornou-se uma obsessão que eu não podia controlar. E liberdade nem sempre tem a ver com descontrole.
Alguns dizem que água e óleo não se misturam, outros dizem que se misturam sim. Mas o importante de verdade era o sabor da mistura, a química, o cheiro e a textura. Ela concluiu que não combinamos. Eu concluo que não tivemos tempo.
Agora não há mais tempo. Agora só há mais tempo. E esse é só mais um capitulo, da minha historia. Porque essa não é a historia dela. Eu sou o protagonista e não haverá mais como voar à sombra da borboleta e ficar satisfeito com isso.
Mas o curvex e a caixinha de maquiagem sempre vão me lembrar dos vôos que eu não pude dar. 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Outono. Precoce, mas outono.

O dia não foi alegre, foi triste. E eu sabia muito bem disso. Depois daquelas horas nada mais seria igual. E a primeira coisa que vem a cabeça é “Por que isso foi acontecer?”. É sempre assim, a primeira sensação é de raiva ou tristeza, querendo mudar o irreversível. Foi o tempo que construiu aquele dia, assim como os demais. E já sabemos que esse mesmo tempo é incorruptível e jamais seria persuadido a voltar de alguma forma.
As folhas caíram e a primavera se foi, com todos os jardins e borboletas. Resta agora a solidão do outono, os galhos secos e as folhas murchas no chão, como sonhos que não são mais sonhados devido a irredutível realidade que não os permite realizarem-se.
Sonhos, esperanças e desejos são assim, ninguém sabe de onde eles vêem ou como crescem, mas de repente eles se apagam.
Eu já escrevi muitas vezes sobre o fim, e agora tenho certeza que nenhuma daquelas vezes falava sobre ele. Esse texto também não fala sobre o fim, isso é só um ensaio. O final não é sucedido por qualquer coisa. Como não sei o dia de amanha vou reservar um espaço para o indefinido.
É um eterno ciclo de inicio, mudança, fim e recomeço. E uma hora ou outra você se pega deitado na cama, olhando o ventilador de teto e pensando “Fudeu, mas e agora que tudo deu errado? O que é que eu faço?”. Na duvida eu vou fazer o de sempre, esperar.
Vou aproveitar o outono, mas nunca vou esquecer a primavera.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Saudade e só.

Já são dois dias sem noticias. Isso parece tão pouco quando se trata de alguém que você não tem tanto contato, mas quando é uma pessoa que está com você todo dia isso parece uma eternidade.
Eu lembro nitidamente da ultima vez que nos falamos. Nós tínhamos ficado 24 horas juntos e pra mim foi ótimo. E nesse dia agente tinha feito de tudo. Até os momentos que deveriam ser tediosos eram divinos só por ela estar ali. Nós não terminamos algumas coisas, deixamos assim pela metade. A verdade é que é que algumas coisas cooperam conosco e outras não.
A despedida teve um ar de incerteza e carinho, assim como tem sido a nossa relação. Sempre sem saber aonde iremos e com a pouca certeza de que algo existe entre nós.
Ela me diz que eu sou como um algodão-doce. E talvez eu seja sim. Mas ela é como uma criança, que encontra a felicidade sem mesmo usar os novos brinquedos e que não agüenta um algodão-doce inteiro.
Eu deveria falar mais sobre a saudade, mas pra mim a saudade é como um buraco. Um vazio que deixou alguma coisa faltando. Eu não sei muito bem como falar do vazio, então me dedico a falar sobre o que deveria ocupar esse espaço.
O que me resta por enquanto é um espaço no meu coração na forma de uma borboleta, esperando que ela ainda queira um pouco mais de algodão-doce.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Amanha é 23

Já faz mais de uma semana, embora pareça que tem bem mais que um mês. As coisas mudaram de lá pra cá. Eu resolvi algumas coisas e acabei ganhando outras para resolver. A vida é assim, parece que não resolvemos os problemas, apenas trocamos um por outro.
Foram os melhores momentos que eu passei ultimamente. Estou sempre em meio a incertezas e maquinando idéias, mas não naquele instante. Eu era a vontade que tinha em mim, tudo que eu tinha pra ser estava ali.
Eu estava ansioso um pouco antes, mas é normal ter aquele friozinho na barriga. Estava empolgado. Tinha muito tempo que eu não realizava algo que eu realmente quisesse, antes daquilo a vida estava sempre em uma espécie de piloto automático.
Sobraram lembranças boas ao redor de sensações. O gosto, o cheiro e o calor do contato já se foram, infelizmente. Retomar isso se tornou quase uma obsessão e eu tenho me controlado para não estragar tudo desde então, mas sempre resta alguma esperança de repetir aquele momento.
Amanha é 23, são oito dias para o fim do  mês. Faz tanto tempo que eu não te vejo. Queria o seu beijo, outra vez.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Serra e litoral


Ela é o calor do litoral. A vida e energia. É o abraço refrescante do mar, naquelas areias brancas e finas. Ela é linda. Um lugar perfeito pra iniciar o dia, terminar uma tarde ou passar uma noite.
Ele é o frio da serra. A vontade agoniante de tirar e por os casacos. O bem estar aconchegante da lareira. O casal de namorados que não saiu do quarto pra se aproveitarem melhor. Um lugar perfeito para não ir sozinho.
As coisas são assim, diferentes e com belezas igualmente diferentes. Há quem prefira a serra. Há quem prefira o litoral. Mas e o que eles preferem?
O fato é que há uma distancia entre eles. É uma longa estrada para percorrer e a intercessão não parece mais um bom acordo.
Não há mais como caminhar sozinho. Voltar atrás nunca será uma opção, muito menos uma vontade. Só resta caminhar para o fim.

“Tudo é sempre a mesma coisa
O mesmo jeito, toda vez
Tudo é muito relativo
E a distância, já nos fez
Somos serra e litoral
Nosso final, é simples
Tchau!”

Catedral

domingo, 19 de dezembro de 2010

Efeito Borboleta

Eu quero paz, mas se eu tivesse só um pouco de calma eu já ficaria satisfeito. Não vivo mais em um mundo sem cores. A floresta ao meu redor se foi e eu estou livre. Tenho estado junto à borboleta desde então, não tem sido como eu quero, mas mesmo assim tem sido maravilhoso.
A ansiedade de conseguir mais, tem me cegado para ver as coisas que eu já consegui. Eu não deveria ficar agoniado, a minha vida tem melhorado muito. Estou muito mais feliz hoje.
Lembro de como era ver a borboleta voar por campos floridos, aos quais eu jamais seria capaz de chegar perto. Nessa época, qualquer coisa que me permitisse esquecer a realidade, era a melhor coisa que eu poderia viver.
Eu vivi dentro de um casulo e chorei por não poder voar. O casulo se foi, mas a transformação continua em mim a cada segundo que passa. Depois de tudo que ocorreu, eu não queria que as coisas terminassem mal.
Escrever sobre isso me faz reviver todos os bons momentos que tive nessa historia. Eu sempre achei que não daria certo e não chegaria a esse ponto, ainda bem que eu estava errado. Agora eu estou mais calmo e consigo dar valor as coisas que eu já conquistei, ao invés de sofrer com a ganância de querer mais.
Ela sempre me dizia para não surtar, e essa expressão nunca foi tão bem vinda. Eu ainda espero por nosso vôo juntos.
A tempestade se foi, resta agora a calmaria que reina em mim. Esse é o efeito borboleta.

Vida, armadilha, vida.

Eu não sei mais como controlar a minha vida. Por mais que eu faça força, ela sempre parece tomar o rumo que eu não desejo. Isso tudo me leva a pensar: “Quanto poder eu tenho sobre a minha vida?”.
Sempre haverá pessoas vivendo junto comigo e elas sempre influenciarão o meu caminho. Pessoas são como leões selvagens, você pode cuidar deles, amá-los e viver ao seu lado, mas de repente eles podem simplesmente te ferir. E não há nada que possamos fazer para mudar isso.
Eu não aprendi ainda como deixar as expectativas de lado e evitar as decepções, mas eu estou tentando.É muito difícil esperar por uma coisa sem pode fazer nada, além disso, e no fim essa coisa não acontecer. É como se eu estivesse torcendo para que a minha vida desse certo e não pudesse fazer com que ela realmente desse certo!
Eu queria poder convencer as pessoas. Eu só queria que as pessoas se convencessem. Na verdade, eu só queria que uma pessoa se convencesse, mas é muito difícil conseguir isso. Por mais que eu tente, ela sempre volta a me ferir.
Eu ainda vou conseguir sofrer um pouco e esperar mais um pouco, mas tomara que as coisas dêem certo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O bom, o mau e o leigo.

Eu to cansado. Cansei-me dos julgamentos e dos juizes, essas pessoas que sabem falar racionalmente sobre a vida dos outros. Porra, não há como viver racionalmente. Viver é sentir, se entregar sem resistir. Olhem pro mundo! A ordem aqui é o caos.
Parem de julgar, que coisa chata. Estou saturado dessa divisão do mundo, entre culpados e inocentes. Estamos sempre desconfiados e afiados, nunca estamos abertos e prontos para nos entregar.
Não há mocinhos e vilões. Todos somos mocinhos e vilões. Nenhum de nós é mocinho ou vilão. Quem diabos está apto a decidir isso? Quem é que julga os juizes? De que forma? Quais os parâmetros?
Sociedade hipócrita. Falsos moralistas banais. Implementam um simulacro de justiça, usando suas mascaras semitransparentes, como se não pudéssemos ver meticulosamente as incertezas por trás dessa infame camuflagem.
Perdoem-me pelo desabafo, eu sei que isso foi um julgamento. Será que me tornei um vilão agora? Ou combati os vilões me tornando um mocinho? Como se isso tivesse importância!
Nós somos mais que preto e branco, justo e injusto, bem e mal. Estamos além de todas essas dualidades inexpressivas. Dualidades não nos representam bem, elas são muito pequenas comparadas a nós.
Somos plurais, mutáveis e instáveis. Não sabemos o que queremos, pra onde vamos ou como qualquer coisa dessas vai acontecer. Não sabemos de nada, mas o pior disso tudo e não saber aceitar isso.
Nós deveríamos ir muito além daquela velha opinião formada sobre tudo. Pelo menos o Raul iria concordar comigo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Espelhos, rachados, pedaços


É muito ruim ser machucado por alguém que você gosta, mas eu sou forte, eu agüento. Pior mesmo é machucar uma pessoa de quem você gosta. Não que ela não seja forte ou não venha agüentar, mas porque eu não sou forte e talvez não agüente isso.
Ser ferido, ignorado, surpreendido ou coisas desse gênero, doem, de fato. Mas executar essas ações fere no lugar mais profundo que poderiam, ou seja, na alma.
Eu não sou forte, não agüentei o sacrifício de agüentar o suficiente. Não queria machucar ninguém, mas também não queria me machucar. Nem deu muito certo, acabei machucando gente boa de verdade e acabei me machucando.
O que restou foram pedaços de sonhos, expectativas e sentimentos, mas me parece ter sido o melhor a se fazer. Não conseguiríamos viver rachados. Pelo menos agora podemos juntar os cacos e voltar a construir dois espelhos diferentes.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Equilíbrio, desequilíbrio.

Eu queria mais. Eu me sinto bem, mas estou longe de estar satisfeito. Quando estou longe, eu quero estar perto. Quando estou perto, quero estar dentro. Quando estou dentro, eu quero explodir. Sim, explodir.
Envolve muito mais que desejo ou sentimentos. É sentir desejos e desejar sentimentos. É intenso, pelos menos pra mim tem sido assim. Envolto em ansiedades e expectativas. Eu sei não deveria criar expectativas, mas não consigo, elas fazem parte de mim.
A esperança está em cada olhar, cada frase e cada palavra. Não tenho medo de que seja uma decepção, o pessimismo me deixa preparado pra isso. Alias, eu acho que meus medos tem ido embora, dando espaço a um pouco mais de força e coragem.
Ah, a vontade. E quanta vontade! Parecia que eu era formado apenas disso. O controle, a razão ou qualquer coisa desse gênero, não parecia mais fazer sentido. Eu estava invulnerável a isso.
Eu não pensava mais, eu sentia, eu desejava, eu vivia. Viver, que outrora parecia tão chato e entediante, naquele momento era tão prazeroso e animador. Eu estava livre. Eu estou livre.
A razão e a emoção sempre tiveram em lados opostos da balança. E eu sempre tive que abdicar de alguma. Mas não quero mais ter que escolher entre elas. Dessa vez eu vou simplesmente chutar a balança.
Às vezes, perder o equilíbrio faz parte de uma vida equilibrada.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Eu, o menino e o tempo

Eu tinha cerca de oito anos de idade, quando sai para brincar em uma praça perto de casa. Chegando lá, me diverti por alguns minutos nos brinquedos tradicionais. De repente percebi um garoto bem novo brincando com blocos de madeira coloridos, bem no centro da praça. Eu fui até ele, percebi que ele estava construindo coisas com seus blocos.
Assim que eu dei atenção pra esse menino, ele parou. Perguntei então quem era ela e o que estava fazendo. Foi quando ele me respondeu: “Você não sabe quem sou eu? Olhe bem o que estou fazendo e pense, sei que você é um garoto esperto.”. Ele voltou a construir seus prédios com blocos e seguidamente os destruía. Então pensei por poucos segundos e impaciente o menino me falou: “Eu sou aquele que constrói e destrói as coisas. Pense rapaz, pense!”. Percebi que enquanto eu falava com o menino, eu estava envelhecendo rapidamente, mas não ele. Ele continuava o mesmo.
Cansado de esperar o meu lento raciocínio, o jovenzinho exclamou: “Nossa, você é muito devagar. Pensei que você fosse mais rápido. Sempre que te observei você estava correndo atrás de algo. Mesmo quando eu te via parado, você estava agitado por dentro!”. Fiquei perplexo com aquela afirmação. Eu nem consegui ter idéia de quem era aquele menino e ele já sabia tanto sobre mim.
Enquanto o mundo girava, as coisas mudavam e eu amadurecia mais naquela conversa. Vendo minha cara de surpreso, ele disse: “Cansei de esperar sua conclusão. Eu sou o Tempo. O infinito enigmático que estava aqui antes do inicio e permanecerá depois do fim.”. Aquilo foi o ápice. Eu estava frente a frente com o tempo, de quem tanto eu ouvira falar.
O tempo então, continuou a erguer e derrubar as coisas. Aquilo estava me deixando entediado. Eu disse ao jovem garoto que ia embora, ele então retrucou: “Mas você não vai brincar comigo? Fique rapaz, não quis menosprezar o seu potencial. Faça-me companhia. Vamos nos divertir.”. Eu respondi friamente: “Não”. Com a revolta em seus olhos e a decepção em seu coração, o menino esbravejou: “Você se nega a estar ao meu lado? Então serei mau para você. Um dia você vai querer brincar comigo e serei eu que não irei brincar com você.”. Logo em seguida eu fui embora.
Agora eu estive pensando no que ocorreu. Conhecer o tempo foi uma dádiva em minha vida. Ele era tão decido, fazia sua rotina sem medo. O tempo não voltaria atrás por dinheiro algum e não havia força no mundo que o pudesse parar. Até hoje ele me inspira.
Volte tempo, eu quero brincar com você. Espero que eu não seja velho demais para que possamos nos divertir.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fim, simples assim.

Olho para frente e não consigo ver além. Tenho certeza que minha visão não está conturbada por alguma neblina ou mesmo confusões psicológicas. Esse me parecer ser o fim da estrada. Sem mais curvas, retas ou placas difíceis de interpretar.
Nesses últimos dias eu tive muito tempo sozinho pra pensar no que eu realmente queria. Eu cheguei à conclusão de que não posso ter o que eu quero, pelo menos agora. Minhas transformações, ou tentativas de mudanças, não foram o suficiente para alcançar o que eu almejava. Mas eu estou orgulhoso de ter feito o possível para ir mais longe.
É assim que termina. Sem despedidas emocionais e sem chances para um retorno ou recaída. Eu estava com saudades de controlar a minha vida. Ser levado pelo vento ou conduzido por uma tempestade não é o que eu sou. Eu sou o senhor do meu destino e não serei flagelado em doses homeopáticas. E já que eu tenho que cair, é melhor que eu me jogue ao invés de ser empurrado.
Os sentimentos são assim, eles esfriam dentro dos outros, mesmo que estejam fervendo dentro de você. Sempre haverá pessoas em minha vida, mas eu não posso me tornar responsável por elas, isso seria peso demais.
Continuarei amando as coisas em minha estrada, mas não porque estou acostumado com a estrada e sim porque estou acostumado com o amor.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Eu sou um grande mentiroso.

Por que eu continuo mentindo e me enganando? Eu sei que não vai dar certo. Não deveria nem mesmo ter começado. São milhares de problemas que eu não queria enfrentar, e eu estava tão bem sem eles.
Por que eu sinto necessidade de parecer forte? Eu não sou forte. Ajo todo dia como se estivesse tudo bem, mas é mentira. Eu estou destruído por dentro. Vivo um combate intenso todos os dias dentro de mim. Eu tento acreditar nas coisas, mas quando você é um grande mentiroso o mundo parece ser um universo de mentiras.
Por que eu não vou embora? Eu sou um idiota de perguntar isso. Eu sei essa resposta, talvez seja a única que eu saiba responder. Eu não consigo. Queria deixar tudo pra trás, até os meus planos para o futuro. Talvez por eu saber que sou um grande mentiroso, estou percebendo que qualquer plano que eu faça pode vir a ser uma outra grande mentira.
Eu minto o tempo inteiro para as outras pessoas, mas se fosse só isso tudo bem. O que mais dói é mentir para mim mesmo, e o pior é saber que às vezes eu acredito.
Eu passo noites acordado, esperando por algo que sei que não posso ter. E como se não bastasse acreditar nas minhas ilusões eu ainda acredito nas ilusões dos outros! Nossa eu acho que sou um bom mentiroso, mas com certeza sou o mais fácil de ser enganado.
Eu menti quando disse que não conseguia ir embora, eu posso ir embora sim. A verdade é que eu não quero ir. As mentiras estão funcionando como uma maquiagem para o meu mundo. Depois de colorir tudo, eu sei que nada daquilo é realmente colorido, mas não posso deixar a tristeza dentro de mim contaminar o lado de fora também.
O meu mundo é como eu, brilhante por fora e fosco por dentro. Assim como uma mentira em que todos acreditam, mas ainda assim ela tem consciência de que não é uma verdade.